sexta-feira, 18 de novembro de 2011

De olho da poesia


Escancarando de Vez  

Tem certas coisas que são muito perigosas
<ele quer dizer que encontrar alguém, sentir um negócio estranho, umas fraquezas nas pernas... 
é um perigo, ele tem razão> 

Situações um tanto quanto escandalosas
Mas sempre vale a pena até correr o risco   
A vida é pra viver
<é para se jogar e tentar as coisas sem medo>

Se de repente a gente encontra alguém na rua 

Pode acabar até envergonhando a lua Num desses lances muito loucos que acabam num quarto de motel
E as vezes basta a porta aberta do banheiro 
Uma tremenda brincadeira no chuveiro
<essa parte é uma esculhambação, acabou de conhecer e já levou para o motel? Ave Maria...>

E as vezes basta uma pergunta embaraçosa Pra gente confessar 

Quem é que nunca recebeu uma cantada 
Quem é que nunca respondeu no mesmo tom 
Quem é que nunca recebeu um bilhetinho 
Das mãos de um garçom
<eu nunca recebi, mas já mandei vários para a mesma mulher, claro>

Eu e você assim 

ao som de um bolero 
Pra Lá, Pra Cá, do jeito que eu quero 
Vem Cá, Me Dá, 
que eu sei aonde vai chegar 
Se o corpo quer 
Assim, assim coladinho 
Pra Lá, Pra Cá, do nosso jeitinho 
Me tráz, me faz, me roça e deixe acontecer 
E o que me importa o que eles vão pensar de mim 
Eu quero mais comer o fruto até o fim 
Eu e você, a dois, a três escancarando de Vez 
<ele quer dizer que  se sentir vontade de fazer os negocios ele vai fazer sem medo de ser feliz, eu não penso assim, mas não condeno também>

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